Paes critica Crivella por jogar contra o Carnaval: Vejo preconceito. Acho que tem condições de dar subsídio

 

Por Redação SRzd

Em entrevista ao jornalista e diretor do SRzd, Sidney Rezende, e à repórter Bruna Fantti, através do jornal O Dia, o pré-candidato a prefeito Eduardo Paes criticou a atuação de Marcelo Crivella frente ao Carnaval. Para Paes, há um preconceito por parte do atual chefe do executivo do Rio. Segundo o pré-candidato, Crivella não só corta a subvenção das escolas como bota a população contra a festa.

“O problema do Crivella com o Carnaval é que ele pega a principal festa e manifestação cultural da cidade e põe a população contra ela. Faz anúncios contra o Carnaval. Não bastassem as características culturais e o protagonismo que o Carnaval tem pra cidade, você causa um impacto econômico que traz receitas pro município e depois pela imagem que é gerada”, disse Eduardo Paes.

O pré-candidato afirmou que não discorda em reduzir a subvenção destinada às agremiações em momento de crise, mas que ele não acredita que esse seja o motivo pelo qual Crivella tenha cortado a verba. Para Paes, o prefeito deixou de dar dinheiro por preconceito.

“Eventualmente o prefeito ter diminuído ou cortado o subsídio não acho que é um problema. Você ter uma situação econômica ruim e ficar difícil você fazer, ok. Não vejo nenhum drama nisso. Mas eu acho que tem condições, sim, de dar o subsídio. Eu vejo um preconceito aí.”

Folião assumido e torcedor da Portela, Eduardo Paes, que foi prefeito entre 2008 e 2016, foi responsável por dobrar a subvenção das escolas de samba em 2015. Cada uma passou a receber R$ 2 milhões. A partir de 2017, começaram os cortes de Crivella até chegar a 2020, quando as agremiações não receberam nada pela primeira vez desde 1933.

“Não tô pedindo pra ele virar carnavalesco, ficar sambando ou ficar na Sapucaí a noite inteira. Mas que ele respeite o povo que faz essa festa fantástica que é o Carnaval. Não precisa ficar cutucando o tempo todo um patrimônio do Rio. A minha sensação é que o Crivella joga contra uma parte, a maioria da cidade, e as pessoas não são iguais”, concluiu Paes.

Fonte.:  www.srzd.com